quarta-feira, 28 de maio de 2014

Sobre o texto anterior

Meninas, eu não odeio borboletas nem tatuagens de borboletas e não julgo quem tatua borboletas. Eu só não quero em mim porque acho toooooo girlie! É só isso!

Não quero ninguém ofendida(o), aqui é só amor! S2

terça-feira, 27 de maio de 2014

Feito tatuagem

Houve uma época em que eu jurava de pés juntos que jamais tatuaria borboleta, estrela ou coração, também conhecida como a tríade mulherzinha. Eu tinha certeza que ter qualquer um desses três desenhos fazia a pessoa ganhar pontos na escala Ursinhos Carinhosos de fofura, e caso tivesse as três, um unicórnio apareceria vomitando cor-de-rosa com glitter bem na cara da pessoa. Eu nunca fui uma mulher muito mulherzinha, não curto frescuras, e realmente não estava a fim de fazer parte do clube dos Ursinhos Carinhosos Rosa que Têm um Unicórnio.

Hoje em dia eu simpatizo muito com corações, e digo, sem vergonha nenhuma, que tatuaria algum coração em mim. Não sei onde, nem como seria, mas acho bonitinho. Estrelinhas são muito adoráveis também. Mas borboletas, nem fodendo. Basicamente assim, e sei que não faz sentido nenhum, mas enfim - fofura tem limite e no meu peito ainda bate um coração preto e peludo.

Não tenho tatuagem nenhuma porque nunca consegui pensar em um desenho legal para uma primeira vez (ui). Adoraria ser uma pessoa desapegada, que tatua qualquer coisa aleatória, tipo um diamante (acho lindo!) sem aquilo ter significado nenhum. Acho que a primeira tatuagem tem que dizer algo para mim. E, mais uma vez, digo: sei que isso não faz muito sentido, pois tatuar desenhos bonitos só porque são bonitos me parece um motivo muito razoável para enfrentar agulha e aquele barulhinho de motor.

Já sei qual será a segunda tatuagem, mas a primeira quero que seja pequena e cheia de significados. Para mim e para a minha besteira mental. Aí hoje, finalmente, consegui pensar em algo que realmente faz sentido pra mim: vou tatuar assim ó: Thiago, meu mozão.

BRINKS

Vai ser "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

Não. Claro que não. Vai ser algo nerd. Que tem a ver com a minha profissão.

Agora estou aqui, louca, alucinada e criança, desesperada para marcar logo com o tatuador e fazer o orçamento.

Assim que eu fizer, eu mostro aqui.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

HONY e trabalho



"I separate and fold the linen."
"How'd you get that job?"
"Prayed for it."

- Eu separo e dobro roupas de cama.
- E como você conseguiu esse trabalho?
- Eu rezei por ele.

"Humans of New York" - ou HONY, para os íntimos - é, sem sombra de dúvidas, a minha página favorita no Facebook. Eu admiro profundamente o criador do site, acho o projeto dele incrível (confesso que sinto muita vontade de fazer algo parecido aqui em São Paulo, mas não tenho tempo e nem sou tão boa assim em jogar conversa fora até arrancar uma confissão que faz a gente chorar) e sempre me emociono com as fotos e com o que as pessoas falam. 

E aí que hoje eu tive um dia ruim. Outro. Em poucas palavras, eu perdi meu maior cliente na quinta passada, pois a empresa foi vendida. 4 turmas que pagavam bem. E hoje, no fim da tarde, uma outra turma, de outra empresa, me avisou que vai parar o curso. Eu não sou mais uma pessoa trabalhando sozinha. Eu tenho pessoas que trabalham comigo, e precisam da grana. Assim como eu. E isso de ter pessoas que precisam da grana, pessoas legais que você não quer perder de jeito nenhum, é uma responsabilidade do caralho.

As coisas foram acontecendo comigo. Eu fui deixando as coisas acontecerem, conforme as oportunidades surgiam. Meu sonho de juventude era ser tradutora, não empresária. Mas a vida é assim, e eu abracei com toda a minha força os caminhos que apareceram. 

Hoje foi um dia ruim, mais um em menos de uma semana, em que eu me questionei muito. Estou há dias assim. Por mais que toda empresa esteja sujeita a perdas, isso é normal, é mais difícil lidar com isso quando a responsabilidade é sua, e quando você não tem meios de dividir esse ônus - nem o financeiro e nem o da responsabilidade em si. Fico perguntando ao meu marido se isso tudo vale a pena, quando na verdade eu sei a resposta. Só quero um carinho em forma de resposta. Vale a pena, por mais que doa. 

A questão é que sempre que as coisas começam a melhorar, quando eu começo a planejar coisas novas, quando eu estou realmente bem, SEMPRE acontece algo que revira tudo. A vida, essa puta velha, adora curtir com a minha cara. Ela fica lá, gargalhando de boca com a boca aberta, aquela boca já quase sem dentes. Já perdi TUDO de um dia pro outro duas vezes. Uma em 2008, outra em 2012, e agora essa. Mas dessa vez eu não perdi tudo. Eu ainda tenho alguma coisa.

Tenho professores incríveis que estão comigo, tenho contatos, e, acima de tudo, tenho uma gana que nem sei de onde vem pra correr atrás das coisas. Pode levar um tempinho e devo ficar apertada de grana, mas eu não perdi tudo dessa vez. Esse ano não será 2012 de novo. Nunca. Não admito. Penso assim, mas estou triste, né. Não tem como. Triste e preocupada. Não quero perder nenhum professor, e não quero que ninguém passe perrengue. EU não quero passar pelos perrengues que já passei.

Então eu estava lá, no Facebook, aquele Triângulo das Bermudas, quando vi essa foto e li a legenda que a acompanhava. Fiquei emocionada. Longe de mim dizer que enquanto eu choro por cliente perdido, esse homem agradece a Deus por dobrar roupas de cama. Esse tipo de análise é tão raso que nem vou explicar. Fiquei emocionada porque achei bonito ele rezar por um emprego e conseguir. Fiquei emocionada porque sei que por mais puta velha que a vida seja, ela nos sorri muitas vezes. Mesmo que seja um sorriso tímido, discreto. Melhor esses pequenos sorrisos do que a gargalhada escancarada de escárnio. Então, se eu puder rezar por algo, é por isso: que a vida me sorria sempre. Com sinceridade. Ainda que discretamente algumas vezes.





quinta-feira, 15 de maio de 2014

Dia de crise e a culpa é das estrelas

Eu vou fingir que não recebi uma notícia ruim de trabalho hoje de manhã, e que essa notícia me deixou meio sem chão, meio desesperada pensando no que farei, mas ao mesmo tempo já pensando em possíveis soluções. Vou fingir que nada de ruim aconteceu. Tá, gente? Tá tudo bem. Por isso eu vou ali ao meu lugar favorito do mundo almoçar e vou comer bolo de pistache de sobremesa. E tomar café que vem com brigadeiro. Vou fazer tudo isso porque não aconteceu nada de ruim.

Mas então. E "A culpa é das estrelas, hein?". Viram minha estratégia de mudar de assunto? Perfeita. Então, eu não li esse livro porque logo que descobri que estava com câncer, decidi que ia ler algo tranquilo, e assistir muitos seriados. Comentei com uma amiga que estava pensando em comprar esse livro, eu nem sabia do que se tratava. O que se seguiu foram frases claramente ditas em caps lock.

- VOCÊ NÃO VAI LER ESSE LIVRO AGORA. ESTÁ ME ENTENDENDO? VOCÊ NÃO VAI LER. PROMETE PRA MIM QUE VOCÊ NÃO VAI LER, VAI COMPRAR MARIAN KEYES, SEI LÁ.

Ela foi tão enfática que eu realmente não comprei esse livro, nem procurei saber mais. Desconfiei que devia ter algo de câncer, aí comprei um livro da Marian Keyes. Mas nesse livro tinha câncer também. RYSOS, Universo me zoando.

Aí eu estava numa livraria outro dia e comecei a folhear esse livro. E tudo fez sentido. O caps lock falado da minha amiga. Porque a personagem principal tem câncer. DE TIREOIDE. Mas vocês podem imaginar o que seria de mim se tivesse lido esse livro naquela época. Ainda não tive coragem de ler nem agora.

Enfim, o filme de "A culpa..." será lançado. E juro pra vocês que só de ver o trailer eu já choro. Só de ler o post no Papel Pop falando do filme, eu já choro. Estou com uma grande dúvida. Devo ler o livro antes de assistir o filme? Ou assistir direto, na raça mesmo? NÃO assistir o filme não faz parte dos meus planos, acho que tenho que encarar esse treco aí.

Outro dia falei pro meu marido que quero assistir o filme, e ele: "vou levar muitos lenços de papel pra você e ficar segurando sua mão, tá?". S2 Mas estou pensando se não seria melhor ir sozinha e deixar o berreiro correr solto, chorar de boca aberta mesmo, e encarar como uma expurgação. Não que meu marido reprima o meu choro, mas estou mesmo pensando se não é melhor eu ir sozinha. E continuo na dúvida: leio o livro primeiro? Assisto o filme? O que vocês acham, hein?