quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ah, como eu queria ter participado disso!

Eu já disse aqui que adoraria que a vida fosse um musical. Ou, ao menos, que algumas partes da vida fossem um musical. Tudo seria bem mais divertido. Se bem que, sabendo bem como a falta de noção impera nessa Terra Brasilis, provavelmente o musical ia acabar virando coreografia das Popozudas. Mas, como o sonho é meu, prefiro pensar que as coisas seriam diferentes.

Estocolmo não é só nome de síndrome. É também a cidade onde parte desse meu sonho se realizou, e se realizou exatamente como eu sempre imaginei. Um começa a dançar uma música legal e, de repente, são centenas fazendo uma coreografia.


É ou não é uma lindeza de se ver?

Mandei pruns amigos da dança, pra ver se alguém se anima a fazer isso no meio do Shopping Eldorado (se fazemos quadrilha de festa junina no meio do shopping, dançar "Beat It" é fichinha), mas é claro que até agora ninguém disse nada a respeito. Porque o pessoal da dança de salão sabe dançar junto, mas quando é pra dançar separado, a maioria tem medo. Vergonha. Eu não entendo isso, mas, até aí, eu não entendo muita coisa nessa vida.

Minha esperança é que na festa que vai rolar nesse sábado, com esse pessoal, todos bebam muito e façam essa dancinha. Vou filmar e postar no site da escola. Minha parte já estou fazendo: vou levar dois drinks bombásticos. Quero ver as fresquinhas fazendo a jogadinha pélvica do Michael no maior estilo!


sexta-feira, 10 de julho de 2009

O pedido de desculpas

Terça=feira foram 20 minutos de minha vida gastos falando ao telefone com um dos sócios do Vegas, que me ligou para se desculpar pelo ocorrido. Achei honrado o cara me ligar e se desculpar, sendo ele sócio de uma casa que sempre lota, ele podia pensar simplesmente: "foda-se". No entanto, não pude evitar o meu desapontamento quando ele me disse que não poderia fazer nada com relação aos famigerados seguranças. Ele assumiu toda a responsabilidade, disse que foi falta de planejamento, que ele devia ter estado lá, blablabla whiskas sachê e os seguranças foram pegos de calças curtas. Além disso, a Polícia Federal proíbe que casas noturnas tenham seus próprios seguranças, então todos os seguranças do Vegas são de uma empresa terceirizada. E ele não teria como entrar em contato com a empresa de segurança para reclamar porque não são sempre os mesmo que vão lá e, além disso, os seguranças obviamente contariam a versão deles dos fatos (que com certeza seria desfavorável a nós) e seria um falando daqui e outro dali.

E eu continuo com meu boicote ao Vegas. Agradeci a ligação, a atenção, mas repeti: no Vegas eu não irei mais. E o sócio disse que entende meu lado. Que lamenta me perder como cliente mas não pode fazer nada.

Olha, eu digo duas coisas que ele poderia fazer pra não me perder. C'mon man, fight for me. A primeira seria garantir que ele falaria com a empresa de segurança. Mesmo que fosse pra não dar em nada. E a segunda seria me dar uma garrafa inteira de alguma bebida bem boa e cara, pra eu dividir com os amigos que também sofreram naquela noite.

É, eu sou facinha.

Mas claro que ele não me deu bebida nenhuma. Nem vip pra mim e pros meus amigos para a próxima Post It - que, ALINHÁS, será no Vegas novamente, prova de que o povo não aprende e está cagando pro pessoal que não conseguiu entrar. Então, mais uma vez, Vegas, nem pensar.

domingo, 5 de julho de 2009

Boca no trombone - ou - Carta ao Vegas Club

Resumo da história: sexta-feira rolou, no Vegas Club ali na Augusta, a festa Post It, organizada pelo Phelipe Cruz do Papel Pop, blog que leio há bastante tempo. Festa com pop merdão excelente pra dançar e espantar os maus espíritos. Eu amo música pop, de coração. E, pra completar, haveria uma homenagem ao Michael Jackson. Passei a semana vendo o vídeo de "Thriller" e treinando os passinhos em casa pra fazer bonito na hora em que tocasse a música. Passei a semana cantando "Billie Jean". Passei a semana marcando com as amigues de ir nessa festa e desencapetar muito dançando. Chegamos à porta do Vegas cedo, haviam duas filas, uma para cada lado. Não havia ninguém indicando em que fila devíamos entrar, entramos na fila que quisemos. O restante da história vocês podem ler na carta de reclamação que mandei ao Vegas hoje. A carta é grande mas o babado é forte, tenham paciência. No mais, meus lindos pezinhos 35 não pisam naquele lugar. Porque eu não sou palhaça de voltar lá e pagar a entrada que com certeza ajuda a pagar os salários dos seguranças incompetentes e insolentes que maltrataram a mim e aos meus amigos.

"Estamos, eu e meus amigos, PROFUNDAMENTE DESAPONTADOS com a falta de organização da equipe de segurança de vocês ontem para a entrada na festa Post It. Chegamos na porta do Vegas por volta das 23:30 e entramos no final de uma fila. Ficamos ali por volta de UMA HORA, até que um segurança extremamente mal-educado veio nos dizer que onde estávamos não era fila. Que teríamos que mudar para o final de uma outra fila, do outro lado. Mas nós JÁ estávamos numa fila, por uma hora. Não furamos, não nos aglmoeramos, apenas ficamos lá, juntamente com centeneas de pessoas, esperando a entrada na casa. Minha amiga tentou falar com o segurança e ele não respondia ao que ela perguntava. Aí ela levantou a voz para ser ouvida e ele disse que ela teria a entrada dela BARRADA na casa. Repito: ele não a ouvia e ela levantou a voz para fazer-se ouvir. Ela não o maltratou nem o agrediu nem o xingou.

Eu fui falar com um homem que parecia ser o chefe da segurança, perguntei se a fila em que estávamos seria liberada para a entrada, e ele me disse que estavam deixando entrar 5 pessoas de uma fila e 5 da outra, e que era só aguardarmos. Minutos mais tarde o segurança, o que disse que barraria a entrada de minha amiga (e que se identificou como Pedro e não quis nos informar o sobrenome), chamou as pessoas da nossa fila e nos fez formar outra fila, organizada, para que entrássemos. Ficamos nessa fila por mais de meia hora e não nos deixavam entrar. Liberavam a entrada de pessoas na fila que eles disseram ser a original e nós, que estávamos na fila FORMADA PELO SEGURANÇA, não podíamos entrar. Mais uma vez minha amiga foi tentar falar com o Pedro, mas ele se recusava a a falar com ela, dizendo que ali ela não entraria. Ela, obviamente, se exaltou e falou alto com ele mais uma vez. Foi quando o chefe da segurança, que havia falado comigo, veio intervir na discussão. E começou a falar que todos nós que estávamos naqquela fila estavam tentando FURAR desde o começo.

Que tipo de serviço de segurança e organização é esse? Que tipo de segurança vocês contratam para trabalhar aí? Fui tentar argumentar com o chefe de segurança, dizendo que estávamos na fila que o Pedro havia formado. E o que ele fez? Me chamou de mentirosa, disse que conhecia gente como eu, que tenta dar um jeitinho brasileiro para tudo. Disse que estava ali e viu que o segurança não havia formado fila alguma. Me chamou MAIS UMA VEZ de mentirosa e disse que lembrava de mim, que eu havia falado com ele antes e ele já tinha me avisado que aquela fila estava errada. E, MAIS UMA VEZ, disse que eu estava tentando dar um jeitinho brasileiro. Eu tenho diversas testemunhas. Eu nunca me senti tão desrespeitada, e isso que eu estava apenas tentando entrar no Vegas e curtir a noite com meus amigos. Eu não estava ali para badernar. Eu não estava ali para furar fila. Acredito que vocês obtenham lucro vindo de pessoas como eu, que comparecem à Casa. Então é esse o tratamento que os clientes do Vegas recebem? Ser chamada de mentirosa é o que ganho por ficar uma hora e meia NA FILA? Eu não consigo nem exprimir o quanto eu estou brava por ter ouvido essa calúnia vindo de um funcionário de vocês.

Fica a certeza de que eu e meus amigos não colocaremos mais os pés no Vegas. Fica a certeza de que o Vegas não se importa com seus clientes, visto que os hostesses estavam ali e não tentaram intervir em momento algum. Veja bem, no meu grupo de amigos há jornalistas, designers, uma maquiadora, eu sou professora de Inglês. Não somos baderneiros. Somos profissionais, pagamos impostos, só queríamos nos divertir e prestigiar a festa Post It. E o que ouvimos? Que não poderíamos entrar, que somos mentirosos e que, se quiséssemos, podíamos chamar a polícia. Tenham a certeza que tudo que eu puder fazer de propaganda negativa sobre a organização do Vegas, eu farei. E espero que vocês conheçam a máxima de que um cliente satisfeito fala sobre a empresa para, no máximo, 3 pessoas. Já um cliente insatisfeito, fala sobre a empresa para mais de 10. E isso é o que vocês recebem por não levarem a sério a máxima de que "cliente tem sempre razão".
Meu telefone é XXXX-XXXX, caso vocês tenham a decência de entrar em contato comigo para, ao menos, pedirem desculpas por esse ocorrido tão desagradável."

Depois da noite de ontem, vou demorar muito pra ter vontade de sair de novo. Sair pra me divertir e só me estressar? Ver gente furando fila? Aguentar desaforo de segurança com síndrome de porteiro? Prefiro fazer meus home botecos. Ouço a minha música, gasto pouco e, se ficar bêbada, já caio direto na cama.